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A insanidade geral: uma breve análise política.

A insanidade geral: uma breve análise política.

*Por Armstrong Lemos

Tenho me assombrado com a insanidade geral que permeia o debate político nacional.

O radicalismo está à solta entre aqueles que se denominam direita e esquerda, assim como na população que clama por mudanças mágicas a qualquer problema histórico, propiciando o surgimento de simplistas heróis, políticos de chavões e frases curtas, que se sustentam em redes de notícias falsas e de análises igualmente rasas.

Observa-se um perigoso movimento comandando pelas elites econômicas, quiçá globais, na fragilização dos direitos sociais e das garantias constitucionais do nosso país, sob a cortina dos medos que assombram a sociedade brasileira (os mais diversos).

Vez ou outra, em nome de um ultrapassado discurso contra o comunismo, ouve-se clamores pela volta da ditadura. O mais absurdo, de pessoas que deveriam – se não pela consciência, mas pela função – resguardar o Estado Democrático de Direito.

O comunismo é desejo teórico de sociedade fraterna diametralmente contrário aos regimes de Cuba, China e outros, que são ditaduras, assim como o são os teocráticos e militares espalhados pelo mundo afora.

Estão usando jargões da guerra fria para dividirem a sociedade brasileira. Um absurdo histórico que se impulsiona pela ignorância de quem os aceita: uma lástima.

Antes, os meios de comunicação dominavam o que o brasileiro poderia ouvir, assistir e pensar. Os canais de TV´s e rádios, muitos manipulados pela classe política serviam de “consciência coletiva”, situação quebrada pela democratização do acesso às informações, impulsionadas pela popularização da internet e as suas redes sociais, mas que trouxe um efeito colateral não esperado, o excesso de informações sem qualidade, quando não falsas, que deveriam ser filtradas pelo próprio cidadão em seu poder de análise, e muitas dessas informações distorcidas vem servindo de motivo para a onda “antagônica” que dominou o país.

A impressão que tenho é que as pessoas não querem debater. Não querem apurar os fatos. Querem informações prontas e acabadas. Querem verdades absolutas que satisfaçam seus desejos de justiça, ainda mais se essa for imediata.

Os nossos tempos são outros, é verdade. Diferentes da era Vargas, da Guerra Fria, do regime ditatorial de 64, etc. Enfim, são os nossos tempos, com os nossos problemas e desafios, e não haveremos de superá-los se não revermos os nossos erros e acertos históricos, e tenha certeza, meu amigo leitor, não será fragilizando a democracia e reinstalando um regime ditatorial que haveremos de evoluir na escala humana e social.

A liberdade é inerente ao homem.

A forma de expressar a liberdade é convenção social, respeitada nos limites e particularidades de cada grupo do corpo social.

Não vivemos em uma sociedade de anjos, é verdade, então, aqueles que militam nos agrupamentos de poder, no governo ou oposição, tem suas motivações na defesa ou no ataque, muitas das vezes não por acreditarem no que defendem, mas para manterem suas posições na disputa, no entanto, você, que passa a largo de tudo isso, que participa do processo democrático com a expressão do voto, tem mais liberdade para distanciar-se das paixões, para ser o juiz dessa partida em que está em jogo o futuro de todos nós e das gerações que virão.

Leia mais. Analise mais. Reflita mais. O país precisa de todos nós.

*Armstrong Lemos é advogado com atuação no Estado do Maranhão

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