São Luis,Maranhão, Brasil.
(98) 3042 02 04 - Telefone/ Skype/ Whatsapp
atendimento@armstrong.adv.br

2022: QUE SAIBAMOS ESCOLHER BEM.

2022: QUE SAIBAMOS ESCOLHER BEM.

Por Armstrong Lemos*

Domingo de julho de 2022, primeiro dia após a semana em que começaram as convenções partidárias para as escolhas dos candidatos a presidente(a) e vice, senador(a) e suplentes, deputado(a) federal, estadual, governadores(as) e vices em nosso país.

Na verdade, boa parte das convenções terão um caráter meramente homologatório, pois é comum o entendimento interno nos partidos com definições prévias dos seus postulantes, que têm percorrido o país, estados e municípios em reuniões e atividades de pré-campanha, difundindo ideias e arregimentando apoios, sem pedir voto explicitamente, como determina a legislação eleitoral.

Nesse período observa-se algo comum, assim como na copa mundial de futebol quando o interesse recaí no tempo dos jogos, é agora que a tônica dos debates e das percepções passarão a fazer parte do dia a dia de boa parcela da população, principalmente aquela que sofre com o aumento do combustível e da carestia dos preços, pois no restante dos meses, o povo, eu e você leitor somos parte dele, está preocupado em sobreviver nessa selvageria moderna.

É bem verdade que a maior parcela da sociedade não liga para a política após a escolha dos seus representantes, passando a um estado de generalização de culpa dos eleitos, quando dos desdobramentos das questões cotidianas da sociedade que requerem a intervenção política ou quando surgem escândalos noticiados pela imprensa, quando passam a dizer: “político nenhum presta”.

É preocupante a impressão generalizada de que aquele cidadão que se dedica ao mister de debater problemas da coletividade e a assumir uma postura proativa na sua resolutividade, por meio de cargos eletivos ou não, seja pixado como se não estivesse agindo com a nobreza que a atividade requer, pelo simples fato de que outrem agiu de forma contrária.

Nós, eleitores, somos o fiel da balança.

Nós quem escolhemos aqueles que nos representam, embora saibamos que a fragilidade material de outros cidadãos não imprimem na escolha um critério republicano, senão a satisfação imediata de suas necessidades em troca da condução de candidatos que compram os mandatos, o quê caracteriza uma falha, não só do sistema, que tem buscado se aperfeiçoar para evitar a prática da compra de votos, mas do próprio eleitor, quando do caráter, e da sociedade brasileira que é marcada por profundas desigualdades.

Com todos os defeitos, que são herdados da natureza humana e da sua relação social contemporânea, a Democracia é o regime que possibilita que as massas decidam o futuro da sua sociedade. E como disse o primeiro-ministro inglês Winston Churchill, que teve protagonismo decisivo na segunda guerra mundial:

“ A democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela”.

É o regime em que o operário, o empresário, o capitão, o servidor público e outros, os que têm mandato ou não, possam disputar a preferência do eleitor, por meio de suas agremiações partidárias em eleições periódicas e auditáveis, através de um sistema informatizado, que virou referência aqui e fora do país, e que evita as maculas das antigas contagens manuais que puseram em dúvida a lisura dos pleitos de outrora. Além do mais, a justiça especializada, garante a aplicação rápida e eficiente dos primados legislativos que regem o certame eleitoral.

O aperfeiçoamento da Democracia, que interessa a todos nós enquanto sociedade, passa pela melhor escolha daqueles que nos representarão.

Passa pela compreensão de que não cabe mais a escolha de populistas que mobilizam ideias que põem o país em estado permanente de conflito interno e externo.

Passa pela compreensão de que devemos escolher democratas, que são avessos a regimes ditatoriais, quer seja de direita ou de esquerda.

Passa pela compreensão de que as individualidades de cada homem e cada mulher, das suas preferências e compreensões de afeto, devem ser dissociadas do objetivo da sociedade quanto à condução da coisa pública.

Temos fome, muita fome, que foi agravada pela pandemia e pela situação da recuperação da economia mundial no pós-pandemia e pelas disparidades sociais antes existentes e ainda perpetradas em nosso país.

Temos um país rico, que ainda não conseguiu incluir milhões de pessoas em um pedacinho dessa riqueza.

Temos desafios, de toda ordem, que precisamos superar.

Assim como o país precisa olhar para a sua gente, temos um mundo que precisa ser visto com os olhos de uma aldeia global, pois pertencemos a ela.

Os problemas de outros continentes, são nossos também, afinal, a invasão da Ucrânia pela Rússia tem nos relembrado esse fator, principalmente do ponto de vista econômico.

A onda de calor na Europa. A seca no Pantanal brasileiro. O desmatamento na Amazônia e os conflitos que ainda lá perduram, nos remetem a necessidade de compreender que o nosso país não vive isolado no mundo. Somos uma parcela de um todo.

Escolhamos os nossos candidatos pensando nisso. No nosso país. No futuro dos nossos filhos. No futuro da humanidade.

Que seja alguém antenado com os novos tempos, distante dos fantasmas do autoritarismo.

Nossas escolhas de agora, terão reflexos no futuro que queremos.

Que o nosso país saia mais forte e pacificado com a sua, a minha, a nossa escolha.

Que saibamos escolher bem.

Viva a Democracia.

*Armstrong Lemos é advogado com atuação no Maranhão.

Site: www.armstrong.adv.br